No início dos anos 90, quando coloquei as mãos em algumas edições surradas de A Espada Selvagem de Conan encontradas num sebo, fiquei maravilhado com aquele mundo brutal, repleto de batalhas épicas, feitiçaria e reinos perdidos...
No início dos anos 90, quando coloquei as mãos em algumas edições surradas de A Espada Selvagem de Conan encontradas num sebo, fiquei maravilhado com aquele mundo brutal, repleto de batalhas épicas, feitiçaria e reinos perdidos.
Até então, acostumado às aventuras leves da Turma da Mônica e da Disney — além das ocasionais histórias de super-heróis —, deparei-me com algo completamente diferente em Conan. Ali não havia um herói convencional, mas um bárbaro pragmático, que sobrevivia não por poderes sobrenaturais, mas pela força bruta, pela astúcia afiada e por uma vontade inquebrantável. Era cruel quando necessário, mas guiado por um código de honra próprio e inegociável.
O que inicialmente me atraiu pela ação visceral e pelo visual extraordinário logo revelou camadas mais profundas. As histórias traziam reflexões sobre a natureza humana, o eterno conflito entre civilização e barbárie, os perigos da corrupção do poder e o valor da liberdade individual.
As ilustrações em preto e branco, marcantes e cheias de dramaticidade, complementavam a experiência, dando vida ao mundo hiboriano com um nível de detalhe que parecia saltar das páginas.
Só na vida adulta tive acesso aos contos e romances originais de Robert E. Howard, descobrindo as fontes primárias daquele universo que tanto me fascinou. Agora, ciente de que essas obras estão em domínio público, decidi criar este espaço.
Bem-vindo ao meu projeto de tradução das obras de Robert E. Howard. Neste espaço, disponibilizarei gradualmente as minhas traduções das histórias de Conan, além dos textos originais em inglês. No futuro, pretendo expandir este acervo para incluir as outras obras do autor.